O sistema de pagamentos PIX do Itaú Unibanco apresentou instabilidade nesta quinta-feira (19/02/2026), deixando clientes sem conseguir realizar transferências e pagamentos pelo aplicativo. O banco confirmou a falha e informou que trabalhou para normalizar as operações o mais rápido possível.
O que aconteceu com o PIX do Itaú
Por volta das 10h desta quinta-feira, dezenas de clientes do Itaú Unibanco começaram a relatar nas redes sociais — especialmente no X (antigo Twitter) — que o PIX havia parado de funcionar no aplicativo do banco. O site DownDetector, que monitora interrupções em serviços digitais, registrou mais de 300 reclamações só na primeira meia hora.
As queixas apontavam para dificuldades em acessar a ferramenta de transferência, com mensagens de erro ao tentar enviar ou receber valores. Para quem utiliza o PIX no dia a dia como ferramenta de gestão financeira — seja para pagar boletos, receber salários ou quitar parcelas de crédito —, a falha trouxe impacto imediato.
Nota oficial do Itaú
Procurado pela imprensa, o Itaú reconheceu o problema e emitiu nota: "O banco identificou uma instabilidade pontual na manhã desta quinta-feira, que impactou uma parcela de clientes para transações via PIX. O banco ressalta que está trabalhando para que as operações sejam normalizadas o mais rápido possível e pede desculpas aos clientes pelo inconveniente."
O banco não detalhou a causa raiz da falha nem o número exato de clientes afetados. Em respostas diretas a usuários no X, o suporte do Itaú confirma estar ciente e que o "time responsável" está atuando nos ajustes necessários.
Impacto prático para quem usa o PIX no crédito
Para consumidores que dependem do PIX para quitar parcelas de empréstimos, cartões e financiamentos, a falha representa mais do que um mero inconveniente. Pagamentos atrasados — mesmo por minutos — podem gerar incidências de mora em contratos com cláusulas de ponto a ponto. Por isso, especialistas recomendam:
- Guardar comprovantes de erro: prints de tela com timestamp servem como evidência de boa-fé em caso de cobrança indevida de juros de mora.
- Usar canais alternativos: TED, boleto ou débito automático podem substituir o PIX em situações de instabilidade.
- Acionar o SAC imediatamente: registrar a ocorrência pelo canal oficial cria protocolo e ampara o consumidor perante o BACEN e o Procon.
- Verificar o DownDetector: a plataforma permite confirmar se a falha é generalizada ou restrita à sua conta.
Por que falhas no PIX se tornam notícia nacional
Desde sua implementação em 2020, o PIX se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, superando TED, DOC e até mesmo o cartão de débito em volume de transações. Em 2025, o sistema movimentou mais de R$ 20 trilhões — um volume que torna qualquer interrupção, por menor que seja, um evento de grande repercussão.
O Banco Central exige que as instituições financeiras mantenham disponibilidade mínima de 99,5% para o PIX. Instabilidades recorrentes podem levar a punições administrativas e exigências de melhoria de infraestrutura. Para o Itaú, maior banco privado do país, a falha também reforça o debate sobre resiliência de sistemas bancários em um ecossistema cada vez mais digital.
O que fazer se o PIX não funcionar
Se você enfrentou a instabilidade ou estiver em situação similar no futuro, siga este roteiro:
- Aguarde alguns minutos e tente novamente — falhas pontuais costumam ser resolvidas em menos de 1 hora.
- Verifique o status no site do banco e em plataformas como DownDetector.
- Registre print do erro com horário visível para eventual contestação.
- Use TED ou boleto como alternativa imediata caso o pagamento seja urgente.
- Entre em contato com o SAC (0800 728 0728 para Itaú) e obtenha número de protocolo.
- Se houver cobrança indevida de mora, acione o Procon ou registre reclamação no portal consumidor.gov.br.
Em resumo
A instabilidade do PIX do Itaú nesta manhã afetou clientes em todo o país, gerando volume expressivo de reclamações nas redes sociais. O banco confirmou a falha, pediu desculpas e trabalhou para normalizar o serviço. Para quem usa o PIX no pagamento de crédito e dívidas, guardar evidências e usar canais alternativos são as melhores defesas em momentos de instabilidade.